Veganismos eo debate sobre mudanças climáticas

O limiar do debate

As mudanças climáticas representam uma das maiores preocupações globais do século XXI, impulsionando a busca por soluções sustentáveis para mitigar seus impactos (IPCC, 2023; Wilkinson, 2023). O veganismo se destaca como uma alternativa alimentar com o potencial de reduzir significativamente os efeitos negativos da pegada de carbono1. No entanto, a relação entre o veganismo e as mudanças climáticas é complexa, envolvendo discussões políticas, econômicas e culturais. Neste espaço, exploramos os principais pontos do debate atual, destacando as evidências científicas, as posições da indústria agropecuária e a influência da mídia e das políticas públicas.

Nos últimos anos, o veganismo tem crescido, tanto como movimento social quanto como modo/estilo de vida, especialmente com o apoio das mídias sociais. Esse crescimento é impulsionado pela maior conscientização sobre questões ambientais, éticas e de saúde relacionadas ao consumo de produtos de origem animal (Niederle; Schubert, 2020; Niederle et al., 2021; Santos, 2022).

As tecnologias têm potencial para desempenhar um papel estratégico na produção de alimentos, otimizando processos, aumentando a eficiência e reduzindo impactos ambientais. No entanto, quando essas inovações são analisadas a partir de dimensões sociais, sustentáveis e éticas, surgem debates mais complexos sobre seus reais efeitos e implicações. Questões como a concentração de poder nas mãos de grandes empresas, a exclusão de pequenos produtores e os impactos sobre hábitos culturais e sistemas alimentares locais ganham destaque. Nesse contexto, refletir sobre a relação entre veganismo e inovação tecnológica exige um olhar crítico e aprofundado, que vá além da simples substituição de produtos de origem animal, para considerar quem se beneficia dessas tecnologias, quais práticas são incentivadas e como elas se alinham — ou não — aos princípios de justiça social e ambiental que muitos movimentos veganos defendem.

O veganismo é frequentemente discutido no contexto das mudanças climáticas, especialmente no que diz respeito à redução das emissões de gases de efeito estufa e ao uso sustentável dos recursos naturais. Dado o impacto ambiental crescente da agropecuária, diversas pesquisas apontam que dietas à base de vegetais podem ser uma alternativa viável para atenuar os efeitos das mudanças climáticas (Abramovay, 2021; Niederle, Schubert, 2020). No entanto, a forma como esse debate é abordado pela mídia pode influenciar diretamente a percepção pública e a adesão a novas práticas alimentares.

Veganismo e inovações tecnológicas

As inovações tecnológicas têm impulsionado o veganismo ao oferecer alternativas sustentáveis, como carne cultivada em laboratório, fermentação de precisão e novas proteínas vegetais. Essas soluções podem reduzir significativamente o impacto ambiental da alimentação, podendo, por exemplo, reduzir o desequilíbrio ambiental e climático no processo de produção de carne cultivada e uso de terras em comparação com a pecuária tradicional (Baiano, 2020; Mishyna; Chen; Benjamin, 2020; Singh et al., 2021).

Diante dos impactos ambientais associados à produção convencional de carne, estudos recentes têm buscado alternativas mais sustentáveis. Uma Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) realizada pela consultoria CE Delft, encomendada pelo The Good Food Institute (GFI) e pela organização GAIA (2021). demonstrou que, se a produção de carne cultivada utilizar energia renovável, sua pegada de carbono pode ser reduzida em 80%. Especificamente, a produção de carne cultivada apresenta uma redução nos impactos do aquecimento global de 85% a 92% em comparação à produção convencional de carne bovina.

Diferentemente da pecuária tradicional, que depende de grandes volumes de ração para alimentar os animais, a carne cultivada utiliza meios de cultura celular mais eficientes. Como resultado, sua eficiência na conversão de nutrientes em carne é até 3,5 vezes maior que a do frango convencional, com redução estimada no uso da terra de 63% a 95%.

Emissões de gases de efeito estufa (GEE), uso de água e uso de terra na produção de carne suína, avícola e de hamburguer vegetal

A carne cultivada oferece a possibilidade de produzir carne sem o abate de animais, contribuindo para a redução do sofrimento animal. Do ponto de vista ambiental, embora os estudos iniciais apontem para uma possível diminuição nos impactos em comparação à pecuária tradicional — responsável por cerca de 14,5% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs) —, os efeitos ambientais complexivos da carne cultivada ainda dependem de fatores como a matriz energética utilizada, a escala produtiva e a composição dos meios de cultivo. Assim, sua contribuição à mitigação das emissões deve ser analisada com cautela, à luz dos dados disponíveis e das incertezas técnicas ainda existentes. No Brasil, os potenciais benefícios ambientais da carne cultivada ganham ainda mais relevância, considerando que a pecuária nacional é responsável por aproximadamente 54% das emissões de gases de efeito estufa do país. Já a fermentação de precisão utiliza microrganismos geneticamente modificados para criar proteínas com valor nutricional comparável ao de proteínas animais, como a caseína e o soro do leite, sem a necessidade de utilizar animais. A estimativa é que, até 2029, o mercado global de proteínas alternativas possa atingir um valor de US$ 25,2 bilhões. No entanto, esses dados levantam questionamentos sobre acessibilidade, segurança alimentar e concentração de mercado em grandes corporações.

Projeção anual do mercado global de alternativas proteicas

Entretanto, essas tecnologias apresentam desafios. O alto custo de desenvolvimento pode tornar os produtos inacessíveis para parcelas significativas da população. A pesquisa citada sinaliza que atualmente, um hambúrguer de carne cultivada custa cerca de US$ 10 para produção, mas a expectativa é que esse preço caia para valores equivalentes aos da carne convencional nos próximos anos. Ou seja, o produto ainda segue sem previsão de ser uma alternativa acessível. Além disso, preocupações com segurança alimentar incluem os possíveis impactos da manipulação genética e a necessidade de regulamentação rigorosa para garantir a segurança dos consumidores.

Fonte: Pickled Stardust (Unsplash)

Outro ponto crítico é a concentração da produção nas mãos de grandes corporações. Por se tratar de uma inovação recente, o mercado de carne cultivada e proteínas por fermentação de precisão é dominado por um número restrito de empresas, muitas delas sediadas nos Estados Unidos e Israel, que concentram os principais investimentos globais. Em 2021, startups do setor receberam mais de US$ 3,1 bilhões em financiamento (GlobalData, 2022), com destaque para empresas como Upside Foods (EUA), que arrecadou mais de US$ 600 milhões em rodadas de investimento, e a israelense Aleph Farms, que captou mais de US$ 100 milhões. No segmento de fermentação de precisão, empresas como Perfect Day (EUA) lideram a produção de proteínas lácteas sem animais, com financiamento superior a US$ 750 milhões acumulados. Esses dados indicam um forte interesse comercial e reforçam preocupações quanto à concentração tecnológica e ao poder de mercado, que podem afetar a acessibilidade, a soberania alimentar e a regulamentação pública sobre essas novas proteínas.

Enquanto alguns defensores do veganismo consideram essas tecnologias aliadas na redução do sofrimento animal e das emissões de GEEs, outros criticam a dependência de alimentos ultraprocessados, desconfiança sobre a procedência da comida e desigualdades inerentes, que podem comprometer a autenticidade do movimento e afastar consumidores (Santos, 2022). Assim, a aceitação dessas inovações dependerá não apenas do seu sabor, mas também da transparência na produção e dos impactos socioeconômicos.

A transparência na produção e rotulagem será essencial para conquistar a confiança dos consumidores, especialmente em relação à pegada de carbono e à ética nos processos de fabricação. No entanto, é preciso reconhecer que muitas dessas soluções tecnológicas atendem prioritariamente aos anseios da indústria de alimentos em escala global, deixando de lado as demandas e vulnerabilidades da agricultura familiar. Os impactos socioeconômicos dessas inovações devem ser cuidadosamente considerados, pois a transição tecnológica pode aprofundar desigualdades, afetando pequenos produtores, comunidades rurais e formas tradicionais de produção agropecuária. Nesse contexto, políticas públicas não devem apenas viabilizar a inovação, mas também garantir uma adaptação justa, inclusiva e sensível às realidades da produção agrícola diversificada.

O relacionamento entre veganismo e inovação tecnológica é complexo. As novas tecnologias podem transformar a alimentação de forma mais sustentável e ética, mas também levantam desafios sobre acessibilidade, segurança e concentração de poder. Para que essas inovações beneficiem o movimento vegano e a sociedade como um todo, é essencial que promovam um sistema alimentar mais justo, transparente e sustentável.

Entendendo um pouco mais do cenário: impacto ambiental da agropecuária e a alternativa vegana

Estudos indicam que a agropecuária é uma das principais fontes de emissão de GEEs, sendo responsável por cerca de 14,5% a 18% das emissões globais, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, 2013). A criação de gado é especialmente problemática devido à liberação de metano (CH4), um gás com potencial de aquecimento global cerca de 28 vezes maior que o dióxido de carbono (CO2) em um período de 100 anos. Além disso, a agropecuária ocupa aproximadamente 77% das terras agrícolas globais, mas fornece apenas 18% das calorias e 37% das proteínas consumidas pela população mundial.

A pecuária também é um dos principais motores do desmatamento. Na Amazônia, cerca de 80% do desmatamento está relacionado à expansão de pastagens e produção de soja para ração animal. Essa destruição florestal agrava as mudanças climáticas, pois reduz a capacidade das florestas de absorver CO2 da atmosfera. Além disso, a atividade pecuária consome quantidades excessivas de água. A produção de 1 kg de carne bovina requer aproximadamente 15.400 litros de água, enquanto a produção de 1 kg de trigo consome cerca de 1.500 litros (Water Footprint Network, 2025).

Em contrapartida, dietas baseadas em vegetais são promovidas como uma alternativa sustentável. Estudos sugerem que a adoção de uma dieta vegana pode reduzir as emissões individuais de GEE em até 50%. Um estudo publicado na revista Science (Poore & Nemecek, 2018) analisou dados de mais de 38.000 fazendas e concluiu que a produção de alimentos de origem animal é responsável por 83% das emissões de CO2 da agricultura, mas poderia ser drasticamente reduzida se houvesse uma transição para dietas à base de vegetais. Além da redução das emissões de GEE, a agricultura voltada para produção vegetal pode consumir até 50% menos terra e 46% menos energia do que a produção de carne (Poore & Nemecek, 2018).

No entanto, essa alternativa também apresenta desafios, como o impacto ambiental de monoculturas intensivas, como a soja e o dendê, utilizadas em muitos produtos veganos. Essas monoculturas podem levar à degradação do solo, perda de biodiversidade e desmatamento, especialmente em países exportadores.

Além disso, as proteínas alternativas, incluindo aquelas derivadas de plantas, fermentação microbiana e carne cultivada em laboratório, têm ganhado destaque como propostas de soluções sustentáveis para a alimentação global. No entanto, um dos principais desafios para sua aceitação no mercado é a percepção sensorial dos consumidores, especialmente no que diz respeito ao sabor e à textura. Estudos indicam que, embora muitos produtos já consigam imitar características da carne convencional, fatores como o retrogosto, a suculência e a percepção de “naturalidade” ainda geram resistência entre os consumidores habituados às proteínas animais (Baiano, 2020). Ademais, a aceitação varia de acordo com aspectos culturais, nível de familiaridade com esses produtos e confiança nas novas tecnologias alimentares. Assim, pesquisas em engenharia de alimentos e neurociência do paladar são fundamentais para aperfeiçoar essas proteínas e aumentar sua aceitação no mercado.

Outro ponto crítico é a viabilidade econômica e social da transição para uma dieta vegana. Em algumas regiões do mundo, o acesso a alimentos de origem vegetal pode ser limitado ou economicamente inviável para populações vulneráveis. A mudança para um sistema alimentar predominantemente vegetal exige políticas públicas que incentivem a diversificação da produção agrícola e garantam que os benefícios ambientais não sejam acompanhados por novas formas de desigualdade alimentar.

Assim, enquanto a agropecuária tradicional apresenta impactos ambientais significativos, a alternativa vegana deve ser analisada com criticidade, considerando não apenas seus benefícios ambientais, mas também os desafios relacionados à produção agrícola sustentável, acessibilidade e equidade alimentar.

Trocando em miúdos…

O debate sobre veganismo e mudanças climáticas envolve não apenas questões ambientais, mas também desafios políticos, econômicos e culturais. Embora as evidências científicas apontem que a adoção de dietas baseadas em vegetais pode contribuir significativamente para a redução do impacto ambiental, essa transição enfrenta obstáculos, desde a resistência da indústria agropecuária até hábitos alimentares enraizados em diferentes sociedades. Além disso, o preconceito pode, por muitas vezes, enfraquecer a difusão das práticas veganas. Em paralelo com o crescimento da popularidade do estilo de vida vegano, surge também uma onda de ódio contra ele. Por exemplo, os participantes de um estudo realizado nos EUA frequentemente associaram “veganos” com os seguintes adjetivos: “esquisito”, “arrogante”, “militante”, “tenso”, “estúpido” e “sádico”. Ainda que, estes não disponham de informações concretas sobre os princípios e motivações veganas. Segundo o estudo, esse comportamento discriminatório está intimamente relacionado à “difamação do benfeitor”, uma vez que esse mecanismo pode ser uma maneira de desviar a atenção de nossas próprias decisões duvidosas.

A nuvem de palavras do preconceito: adjetivos relacionados às pessoas veganas.

A disseminação de informações claras e baseadas em ciência é fundamental para um diálogo mais equilibrado sobre o tema. Além disso, políticas públicas e inovações tecnológicas podem desempenhar um papel crucial na criação de alternativas acessíveis e sustentáveis para a população. Recentemente, a Câmara dos Deputados do Brasil iniciou a análise de um projeto de lei que torna obrigatória a oferta de alimentação vegana na administração pública, incluindo escolas, universidades, ministérios, autarquias, presídios e hospitais. Esse é um pequeno, porém primordial, passo na difusão do veganismo. Assim, diante do crescente interesse global por práticas mais responsáveis com o meio ambiente, o veganismo se consolida como uma opção viável para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, garantindo benefícios à saúde e ao meio ambiente. Além de um estilo de vida e filosofia, o veganismo pode atuar como uma ferramenta essencial para o bem-estar individual e coletivo. No entanto, para que essa alternativa ganhe maior adesão, é essencial que o debate leve em conta não apenas os impactos ambientais, mas também os aspectos sociais e culturais que influenciam as escolhas alimentares.

A disseminação de informações claras e baseadas em ciência é fundamental para um diálogo mais equilibrado sobre o tema. Além disso, políticas públicas e inovações tecnológicas podem desempenhar um papel crucial na criação de alternativas acessíveis e sustentáveis para a população. Recentemente, a Câmara dos Deputados do Brasil iniciou a análise de um projeto de lei que torna obrigatória a oferta de alimentação vegana na administração pública, incluindo escolas, universidades, ministérios, autarquias, presídios e hospitais. Esse é um pequeno, porém primordial, passo na difusão do veganismo. Assim, diante do crescente interesse global por práticas mais responsáveis com o meio ambiente, o veganismo se consolida como uma opção viável para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, garantindo benefícios à saúde e ao meio ambiente. Além de um estilo de vida e filosofia, o veganismo pode atuar como uma ferramenta essencial para o bem-estar individual e coletivo. No entanto, para que essa alternativa ganhe maior adesão, é essencial que o debate leve em conta não apenas os impactos ambientais, mas também os aspectos sociais e culturais que influenciam as escolhas alimentares.

  1. A pegada de carbono é uma medida da quantidade total de gases de efeito estufa (GEEs), especialmente o dióxido de carbono (CO2), que são emitidos direta ou indiretamente por atividades humanas. O objetivo de calcular a pegada de carbono é compreender o impacto ambiental das nossas ações e buscar formas de reduzi-lo, contribuindo assim para o combate às mudanças climáticas. ↩︎

Referências:

ABRAMOVAY, Ricardo. Desafios para o sistema alimentar global. Ciência e Cultura, v. 73, p. 53-57, 2021.

BAIANO, Antonietta. 3D Printed Foods: A Comprehensive Review on Technologies, Nutritional Value, Safety, Consumer Attitude, Regulatory Framework, and Economic and Sustainability Issues. Food Reviews International, v. 38, n. 5, p. 986-1016, 2020.

INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE (IPCC). Climate Change 2023: Synthesis Report. Summary for Policymakers. Geneva: IPCC, 2023.

CE DELFT. LCA of cultivated meat: Future projections for different scenarios. Encomendado por The Good Food Institute e GAIA, 2021. Disponível em: https://gfi.org.br/novos-estudos-mostram-que-a-carne-cultivada-pode-ter-enormes-beneficios-ambientais-e-ser-competitiva-em-termos-de-custos-ate-2030/. Acesso em: 12 de março de 2025.

NIEDERLE, Paulo; SCHUBERT, Maycon Norenberg. How does veganism contribute to shape sustainable food systems? Practices, meanings and identities of vegan restaurants in Porto Alegre, Brazil. Journal of Rural Studies, n. 78, p. 304–313, 2020.

NIDERLE, Paulo; SCHUBERT, Maycon Noremberg; TAVARES DA SILVA, Luíza M.; SANDRI, Isabela; DIAS, M. B.; GABANA, Amanda M. Veganismo e agroecologia: práticas convergentes para a produção de sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis. Desenvolv. Meio Ambiente, v. 58, p. 212-232, jul./dez. 2021.

MISHYNA, Maryia; CHEN, Jianshe; BENJAMIN, Or. Sensory attributes of edible insects and insect-based foods – Future outlooks for enhancing consumer appeal. Trends in Food Science & Technology, v. 95, p. 141-148, 2020.

Poore, Joseph; Nemecek, Thomas. Reducing food’s environmental impacts through producers and consumers. Science, 360(6392), 987–992, 2018. https://doi.org/10.1126/science.aaq0216

SINGH, Meenakshi; TRIVEDI, Nitin; ENAMALA, Manoj K.; KUPPAM, Chandrasekhar; PARIKH, Punita; NIKOLOVA, Maria P.; CHAVALI, Murthy. Plant-based meat analogue (PBMA) as a sustainable food: a concise review. European Food Research and Technology, v. 247, p. 2499- 2526, 2021.

SANTOS, Arthur Saldanha dos. Ativismos digitais do Movimento Afro Vegano: uma análise das narrativas performáticas nas mídias sociais. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Porto Alegre, RS, 2022.

WILKINSON, John. O mundo dos alimentos em transformação. Curitiba: Appris, 2023.